As três mulheres que decidiram não aderir ao protesto do ‘look preto’ no “Globo de Ouro 2018? e suas ‘motivações’

Como já esperávamos, o preto foi a cor dominante na 75ª edição do ‘Globo de Ouro’ realizada na noite deste domingo (7). O ‘dress code’ foi uma ideia da equipe que produz a minissérie “Big Little Lies” como forma de protesto contra os casos de assédio sexual em Hollywood e à desigualdade de gênero.

Hugo Gloss / Hugo Gloss

As três mulheres que decidiram não aderir ao protesto do ‘look preto’ no “Globo de Ouro 2018? e suas ‘motivações’

No entanto, ainda que as principais estrelas da indústria tenham aderido à campanha, houve quem se recusasse a vestir de preto na ocasião. Foram três mulheres: A presidente da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (que organiza e escolhe os eleitos do Globo de Ouro), Meher Tatna; e as atrizes Blanca Blanco e Barbara Meier.

Elas, claro, chamaram a atenção de fotógrafos e da imprensa e ao serem questionadas sobre a decisão, se justificaram. Segundo Meher, no seu caso, a escolha do look se deu por uma questão cultural. “Minha mãe e eu planejamos isso juntos há alguns meses atrás, é uma coisa cultural“, disse a jornalista nascida em Mumbai, em entrevista ao Entertainment Tonight “Quando você celebra uma festa, você não usa preto. Então, ela ficaria consternada se eu estivesse vestindo de preto. E isso é para minha mãe. Ela está assistindo em Mumbai“. Tatna fez questão de ressaltar que mesmo assim estava apoiando a campanha. “Eu estou com meu bottom Time’s Up, então estou em solidariedade com todas essas outras mulheres. A ‘HFPA’ é formada em 60 por cento por mulheres, temos nossas histórias. Também somos jornalistas e somos solidárias com esse assunto“, finalizou.

A atriz californiana de 36 anos Blanca Blanco primeiro se dirigiu ao Twitter para responder ás críticas por ter furado o protesto. “O problema é maior que a cor do meu vestido”, resumiu. Horas depois, entrevistada pela Fox News, a beldade se posicionou a favor da campanha ‘Time’s Up’: “Usar vermelho não significa que eu sou contra o movimento. Eu aplaudo e admiro as corajosas atrizes que continuam a quebrar o ciclo do abuso através de suas ações e da escolha do que irão vestir“.

Já a modelo e atriz alemã Bárbara Meier – sabendo que seu vestido colorido poderia causar polêmica – explicou antes mesmo de sair de casa, o seu ponto de vista. “Se queremos que este seja o ‘Globo de Ouro’ das mulheres fortes que defendem seus direitos, acredito que seja o caminho errado deixar de usar uma roupa sexy ou deixar as pessoas tirarem nossa alegria de mostrar nossa personalidade através da moda. Lutamos por muito tempo pela liberdade de vestir o que queremos. Se agora restringirmos isso, porque alguns homens não conseguem se controlar, este é um grande passo atrás na minha opinião. Não devemos usar o preto para ser levadas a sério. As mulheres dos EUA devem brilhar, serem coloridas e cintilantes. Assim como é nossa natureza. Na minha opinião, isso simboliza nossa liberdade e nossa força. Mas para deixar claro: Muitas coisas ruins aconteceram e nunca mais devem acontecer!“, publicou ela no Instagram.

 

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