Crise financeira, férias coletivas e demissões em larga escala levam nordestinos a se aprimorar profissionalmente no exterior

Verba de rescisão e tempo disponível estimulam o Intercâmbio Cultural

Crise financeira, férias coletivas e demissões em larga escala levam nordestinos a se aprimorar profissionalmente no exterior

As demissões em massa e férias coletivas têm sido uma boa oportunidade para os profissionais investirem em aprimoramentos e especializações no exterior. Com a crise financeira atual, esses brasileiros acabam tendo um período maior de tempo disponível com o estímulo da verba da rescisão. “Temos notado o crescimento em torno de 20% deste tipo de demanda não só na Bahia como nas nossas filiais em Recife e Vitória da Conquista”, explica Kamil Daiha, sócio diretor do CCIBrasil Intercâmbio Cultural, agência que atua há 10 anos no mercado nacional.

Segundo ele, a busca por estudo de língua estrangeira com fins específicos, como o aperfeiçoamento profissional, vem aumentando desde fevereiro deste ano. Os cursos mais procurados são os das áreas de engenharia, business e até mesmo de saúde.  O tempo médio de duração é de um mês, mas varia de acordo com a disponibilidade financeira e de tempo do cliente. “Com a atual crise pela qual o país atravessa em todas as esferas da economia, a perspectiva é de manutenção desta alta do Intercâmbio Cultural, até a estabilização do mercado brasileiro”, avalia Dahia.

Ele também ressalta que, mesmo as pessoas que não foram atingidas pelos constantes cortes empresariais nas pequenas, médias e grandes empresas, estão procurando a qualificação profissional através do intercâmbio cultural. “Esta é uma excelente maneira de alcançar um diferencial entre os colegas de trabalho, destacando-se em meio à competitividade da era moderna”, afirma.

“Não podemos dizer que, devido à crise, este é um bom momento, pois existem mais setores perdendo do que lucrando com isso, mas, para esse público característico que já está inserido no mercado, que busca qualificação para conquistar uma melhor posição e que deseja aproveitar o tempo de poucas oportunidades no Brasil para isto, é sim um bom momento”, conclui. E vale salientar que, mesmo com o dólar americano em alta, outros bons destinos têm ganhado destaque, como Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra.

 

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