Jovens da Unidade de Internação Feminina participam de oficina de Dança Afro

Ação faz parte do Projeto Cultura Socioeducativa, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Secretaria de Defesa Social

Jovens da Unidade de Internação Feminina participam de oficina de Dança Afro

Corpo em um só ritmo. Movimentos densos e rígidos. Parece fácil, mas exige ginga e flexibilidade. Essa é a Dança Afro, que socioeducandas da Unidade de Internação Feminina (UIF) estão tendo a oportunidade de aprender, através do Projeto Cultura Socioeducativa, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com a Secretaria de Estado da Defesa Social e Ressocialização (Sedres).

O projeto propõe capacitar e inserir as menores no universo das artes, uma maneira de não se limitar às paredes e grades da unidade. São 28 adolescentes, de 14 a 18 anos, que participam semanalmente do curso ministrado por Edu Passos, pioneiro da Dança Afro como espetacularidade em Alagoas. Elas fazem parte do Grupo Afro Dara, desenvolvido na Unidade de internação.

Segundo o professor, é um momento de integração entre elas. “Estou passando as noções básicas sobre a Dança Afro Brasileira. Elas estão super empolgadas e são todas bastante participativas”, disse.

A jovem T.S., 15 anos, está entusiasmada com o projeto. “Eu gosto muito de dançar e poder aprender as técnicas profissionais, além da história desse ritmo”, falou. 

Para a gerente da unidade, Samara Lopes, é uma oportunidade das garotas evoluírem culturalmente. “A aula não é só uma situação de dança do corpo, é um momento enriquecedor. O professor traz bastante informação e cultura”, afirmou.

Com instrumentos de percussão e roupas coloridas, as garotas participaram, ano passado, das comemorações do dia da Consciência Negra, na Serra da Barriga, em União dos Palmares.  Este ano, a expectativa é que se apresentem novamente, agora de forma mais profissional.

Projeto Cultura Socioeducativa

Jovens que cumprem medidas socioeducativas nas unidades de internação em Alagoas têm a oportunidade de aprender atividades artísticas. São ofertadas oficinas profissionalizantes nas áreas de artes plásticas, cênicas e música.

Os reclusos recebem aulas de noções básicas de dança afro brasileira, teatro, desenho e pintura. Inicialmente, os cursos têm duração de três meses e estão sendo ministrados semanalmente.

“Esse projeto leva cultura e oportunidades aos jovens socioeducandos. Uma ferramenta de acesso à artes, conhecimento e informação”, declarou a secretária de cultura Mellina Freitas.

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