Os perigos da insuficiência adrenal

Problemas na glândula suprarrenal podem causar graves doenças e levar à morte

Os perigos da insuficiência adrenal

Os hormônios são indispensáveis para a sobrevivência do homem. Afinal, eles agem regulando o crescimento, o desenvolvimento, a reprodução e as funções de muitos tecidos, assim como os processos metabólicos do nosso organismo. Entre os órgãos produtores de tais substâncias essenciais está a glândula adrenal, também conhecida como Suprarrenal, situada acima dos rins. Ela é responsável pela produção dos hormônios adrenalina, cortisol, aldosterona, andrógenos e noradrenalina, e estimula a conversão de proteínas e gorduras em glicose. Quando essa glândula não consegue realizar suas funções corretamente é preciso ter atenção porque um pequeno problema tratado incorretamente pode desenvolver uma série de doenças. 

De acordo com o urologista Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana Recife, a falta ou excesso de produção dos hormônios podem desencadear graves enfermidades e até levar a morte. Os problemas mais comuns são a Síndrome de Conn, Doença de Addison, Síndrome de Cushing e Feocromocitoma. O Câncer da adrenal é mais raro, mas também pode acontecer. “As doenças normalmente são tratadas pelo endocrinologista. Caso necessário, o urologista intervém com a cirurgia de retirada do órgão”, explica o médico. 

Síndrome de Conn aparece quando a adrenal está produzindo uma quantidade excessiva da aldosterona, que é responsável pelo controle de sais (sódio, potássio e cloro) no corpo. Sua deficiência também pode aumentar a pressão arterial e desregular a filtragem renal do organismo.

Quando a glândula produz pouco cortisol, hormônio que controla o estresse e reduz inflamações, acontece a chamada Doença de Addison. “Os sintomas mais recorrentes são a fadiga crônica, fraqueza muscular, perda de peso, náusea e vômitos, diarreia, hipotensão, melasma suprarrenal, irritabilidade, depressão e hipoglicemia”, alerta Maia. Já o excesso de cortisol pode levar à Sindrome de Cushing, doença rara que atinge 5 pessoas a cada um milhão de habitantes. “Os sintomas mais comuns são ganho de peso, cansaço, desânimo, alterações na pressão arterial, sono, memória e humor, taquicardia com palpitações, constipação, diabetes com resistência a insulina, estrias abdominais grossas e vermelhas, e cálculos renais”, explica o urologista. 

Entre essas, a doença mais grave que pode se desenvolver na Adrenal é o Feocromocitoma, que é caracterizada por tumores formados pela produção excessiva de adrenalina. Ela eleva bruscamente a pressão arterial, podendo levar o paciente a ter infarto, derrames e rupturas de vasos no corpo. “Felizmente essa doença é muito rara, acomete duas a cada cem mil pessoas. Mas, é preciso bastante cuidado na prevenção porque esse tipo de tumor dificilmente responde à quimioterapia ou radioterapia. Para trata-lo é necessária uma intervenção cirúrgica”, ressalta Maia. 

Quando o problema requer a realização de uma cirurgia, a mais indicada é a adrenalectomia laparoscópica. “Com baixo índice de complicação e recuperação rápida, essas operações minimamente invasivas como a laparoscopia e robótica são os melhores tratamentos já disponíveis hoje”, conclui Guilherme Maia.

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