Talk Day: Evento voltado para arquitetos acontecerá no próximo sábado (26)

Durante todo o encontro, Carlos Carvalho, do Studio RO+CA, Fernando Forte, do FGMF, Rodrigo Ohtake e Zanini de Zanine baterão um papo com os colegas e estudantes da área e compartilharão suas experiências profissionais.

Assessoria de Comunicação

Talk Day: Evento voltado para arquitetos acontecerá no próximo sábado (26)

Profissionais e estudantes de Arquitetura terão a oportunidade, no próximo sábado (26), de aprenderem um pouco mais sobre esse universo da construção e modelagem artificial do ambiente físico durante o “TALK DAY”. O evento, que será realizado das 14 às 21h, no auditório do Hotel Ritz Lagoa da Anta, reunirá quatro dos maiores e mais renomados escritórios de arquitetura e design do país: Studio RO+CA, FGMF, Rodrigo Ohtake e Zanini de Zanine. E para coroar o momento, ainda haverá o lançamento de um livro em homenagem ao pai do Zanini.

Durante todo o encontro, Carlos Carvalho, que estará representando o Studio RO+CA, Fernando Forte, que falará pelo FGMF, Rodrigo Ohtake e Zanini de Zanine baterão um papo com os colegas e estudantes da área e compartilharão suas experiências profissionais com o público presente.

Cada um vai palestrar por cerca de uma hora e, ao final do evento, os participantes terão meia hora para interação, ou seja, para fazerem perguntas aos arquitetos. Em paralelo a isso, durante o intervalo da tarde, todos os presentes poderão aproveitar o “espaço Connect”, que servirá para gerar integração entre o público e os patrocinadores do “TALK DAY”.

Lançamento do livro

Durante o evento também acontecerá o lançamento do livro em homenagem a José Zanine Caldas, pai do design Zanini de Zanine. Mestre da madeira, criador visionário e multidisciplinar, pioneiro do pensamento sustentável, ele foi um dos grandes arquitetos e designers do país em todos os tempos e tem uma personalidade marcante na cultura brasileira do século XX, com sua postura crítica e empreendedora e uma incrível inventividade estética.

Publicado pela Editora Olhares em parceria com a galeria americana R&Company para celebrar o centenário de Zanine, o livro revê sua trajetória a partir da pesquisa e texto de três autores: Maria Cecilia Loschiavo dos Santos, professora titular de design da FAUUSP, Lauro Cavalcanti, crítico de arquitetura e diretor da Casa Roberto Marinho, e Amanda Beatriz Palma de Carvalho, pesquisadora da obra de Zanine. A publicação reúne mais de 300 imagens históricas e atuais, com destaque para ensaio do fotógrafo de arquitetura André Nazareth.

Natural de Belmonte, no litoral sul da Bahia, Zanine iniciou a vida profissional como maquetista dos mais importantes arquitetos modernos no Brasil nos anos 1940. Tempos depois, ele mesmo se tornou um expoente da arquitetura nacional, com uma leitura muito particular das influências modernas e tendo como protagonistas a madeira e o saber artesanal. No design de mobiliário, conduziu a experiência da Móveis Z, fundada em fins dos anos 1940, apostando na industrialização para apoiar – e aproveitar – a difusão de um novo estilo de vida trazido pelos ventos de modernidade. Nos anos 1950, foi paisagista e teve uma loja de vasos e arranjos de flores na Av. Paulista.

No final da década se mudou para Brasília para produzir in loco maquetes dos prédios da nova capital em construção. Foi professor de maquetes na UnB (bem como na USP), mesmo sendo autodidata, e inventou as flores secas do cerrado, ainda hoje um dos souvenires mais tradicionais da capital. Na década de 1970, viveu entre o Rio de Janeiro, onde praticamente inventou o bairro da Joatinga, e Nova Viçosa, no sul da Bahia, onde desenvolvia estruturas pré-elaboradas para seus projetos, que eram montadas e desmontadas antes de viajarem centenas de quilômetros para onde seriam fixadas, e onde produziu uma linha de móveis pesados e esculturas, que utilizavam a madeira descartada no processo de devastação da Mata Atlântica que acontecia na região e eram chamados de “móveis-denúncia”.

Além disso, em sua inquietude, Zanine se envolveu em muitos projetos sociais, pesquisou a fundo o uso da diversidade de madeiras brasileiras e circulou por diversos países – em especial a França, onde teve exposição individual no Museu de Artes Decorativas do Louvre –, estabelecendo trocas culturais e de conhecimento técnico.

Além da parceria com a R&Company, o livro contou com a apoio da Fundação Jônice Tristão, Pousada Pedra Azul, Elahe Beigi e Najad Khouri, Etel, CasaPark Shopping, Construtora Barbosa Mello, Gasômetro Madeiras, Galeria Pena Cal, Marcela Bartolomeo Escritório de Arte e CliffSide Guesthouse.

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