Técnicas da dança afro são repassadas por coreógrafa em oficina

Capacitação integra a programação da 12ª Mostra Alagoana de Dança e vai até o próximo dia 19

Técnicas da dança afro são repassadas por coreógrafa em oficina

Oficina de Dança Afro ministrada pela coreógrafa, Tatiana Campêlo, teve início nesta segunda-feira (15), no Studio Jayson França, no Jaraguá. A oficina integra a programação da etapa Maceió, da 12ª Mostra Alagoana de Dança e conta com a participação de 60 alunos. A capacitação segue até o dia 19 deste mês. 

Tatiana Campêlo é formada pela Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia e integrou o Grupo de Dança Afro Contemporâneo Viver com Arte, trabalhando como bailarina e educadora das oficinas do Projeto Viver com Arte. Segundo ela, a oficina tem como objetivo fazer com que os alunos obtenham um melhor condicionamento físico para executar com mais exatidão os movimentos específicos e característicos da dança afro-brasileira. 

“As técnicas desta aula estão voltadas ao melhor desempenho na execução dos movimentos da dança afro que são muito densos e rígidos. Num primeiro momento temos que fazer exercícios que condicionem o corpo a realizar de forma mais precisa os movimentos da dança afro-brasileira”, explica. 

Para aproximar as técnicas e fazer com que os alunos visualizem melhor o exercício ela cria um ambiente de descontração nas aulas e incorpora com uma nomenclatura específica como, por exemplo, no ‘milk shake’, onde a coreógrafa ensina aos alunos como movimentar de forma precisa os quadris. 

“Crio esses nomes inusitados para deixar os conceitos das técnicas mais próximos de um entendimento e, com o auxílio do lúdico, conseguir trazer para os alunos os exercícios de forma mais leve e menos cansativa”, explica. 

Tatiana que também é mobilizadora e produtora cultural elogiou o empenho da Mostra Alagoana de Dança em trazer pela primeira vez sua oficina de dança afro. “Alagoas tem um forte movimento voltado à cultura afro-brasileira e essa oficina tem papel fundamental de também trazer mais conhecimento para as pessoas envolvidas nesse segmento de dança e atendendo essa demanda”, ressaltou. 

Além das técnicas da dança ela incorpora o conhecimento teórico nas aulas, relacionando conceitos da cultura afro-brasileira aos movimentos; além de disponibilização de apostilas sobre a iniciação da prática da dança afro no Brasil. 

Para a aluna Elane Santos a oficina foi diferente. “Achei muito boa essa capacitação. As técnicas são bem aprofundadas, nesse primeiro momento aprendi a libertar mais o corpo, está bastante interessante, pois a aula traz também um embasamento histórico”, afirmou. 

Ana Cristina já teve experiência com o ballet, através do Cenarte, mas ainda não tinha conhecido uma aula de dança afro. “Nunca tinha participado de uma oficina desse estilo de dança, mas me senti muito bem. A aula é bastante puxada, mas apesar dos exercícios de força e resistência, a aula é bastante prazerosa”, destacou. 

A Mostra é uma realização da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com Instituto Eu Mundaú e patrocínio da Caixa Econômica Federal. O evento tem como objetivo oferecer uma visão atual da dança no Estado, desenvolvendo a integração entre seus participantes, estimulando a prática e o crescimento dessa arte.

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