[Vídeo] Mãe de jogador Danilo e repórter do SporTV choram abraçados durante entrevista

A entrevista que o repórter Guido Nunes, do SporTV, fazia com a mãe do goleiro Danilo, no gramado da Arena Condá, nesta sexta-feira, terminou de forma emocionante. Dona Ilaídes questionou a demora para rever seu filho, morto no acidente com o avião da equipe, na Colômbia, e pediu para abraçar o jornalista, que não conteve as […]

[Vídeo] Mãe de jogador Danilo e repórter do SporTV choram abraçados durante entrevista

A entrevista que o repórter Guido Nunes, do SporTV, fazia com a mãe do goleiro Danilo, no gramado da Arena Condá, nesta sexta-feira, terminou de forma emocionante. Dona Ilaídes questionou a demora para rever seu filho, morto no acidente com o avião da equipe, na Colômbia, e pediu para abraçar o jornalista, que não conteve as lágrimas (assista no vídeo acima). 

– Posso fazer uma pergunta? Como vocês, da imprensa, estão se sentindo tendo perdido tantos amigos queridos lá? Pode me responder? Posso te dar um abraço em nome da imprensa? – disse.

Ao todo, 71 pessoas morreram no trágico acidente com a aeronave que transportava a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana, em Medellín, na madrugada da última terça-feira. Destes, 20 eram jornalistas. Danilo, filho de Dona Ilaídes, chegou a ser resgatado com vida, mas faleceu no hospital. A mãe relatou o drama de ficar sem notícias do jogador.

– Acho que a pior coisa foi isso. Se tivesse acontecido igual aos outros, você já tinha perdido a esperança e pronto. Mas ficamos o dia inteiro e só fomos ter a confirmação da morte dele às 3h da tarde. Foi das 3h da manhã até 3h da tarde nessa agonia – disse.

Todos os 71 corpos das vítimas já foram identificados pelo IML de Medellín e estão sendo repatriados progressivamente a partir desta sexta-feira. Os mortos ligados à Chapecoense serão homenageados em um velório coletivo na Arena Condá, neste sábado. Dona Ilaídes disse sofrer ainda mais pela demora em reencontrar o filho.

– Espero muita dor ainda, muita espera, muito sofrimento. O que está matando a gente é essa espera. Isso não é de Deus. Não pode ser. Já imaginou que seu filho está em lugar longe que você não pode abraçar, vai chegar em um caixão lacrado, colocar ali. E você vai ficar de longe vendo ele, sem poder abraçar, não vai poder olhar no rosto nunca mais? Isso é terrível. E não sei quando vai chegar na minha cidade para ver ele lá com meus amigos, com minha família. Com os ídolos dele. Tem criança e menino chorando que jogavam bola com ele desde os 18 anos. Estão chorando desde segunda-feira. 

Clique aqui para assistir o vídeo.

 

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