Alagoas recebe o Relix para ressignificar o lixo com arte

Multidisciplinar, projeto patrocinado pelo Sesi lança espetáculo teatral, história em quadrinhos, bicicletas coletoras, exposições fotográficas e ações de consciência sustentável

Alagoas recebe o Relix para ressignificar o lixo com arte

Um projeto multidisciplinar e orgânico, integrado com arte, música, teatro, fotografia, mobilidade, educação ambiental, redes sociais e direitos humanos vai circular por Alagoas para alertar sobre a problemática do lixo. O Relix tem o patrocínio do Sesi e se posiciona como um ponto de partida para repensarmos a maneira que lidamos com lixo, não só no âmbito coletivo, mas no comportamento do indivíduo. Cada pessoa, comunidade ou indústria pode e deve ser sensibilizada para se integrar como agente de reestruturação.

A partir de 30 de novembro inicia-se uma verdadeira caravana com ações culturais, educativas e provocativas envoltas na ampla programação idealizada por Lina Rosa. O lançamento acontece em Maceió, para estudantes da rede pública e trabalhadores da indústria no Teatro Deodoro. Na ocasião, será realizada a estreia do Espetaculix , a peça de teatro do projeto e o público vai poder apreciar a Expolix, exposição fotográfica com ensaio “Catadoras”, de Helder Ferrer. Montada em caixas de papelão reutilizadas, a exposição será totalmente reciclada depois. Também haverá uma apresentação especial do Magote de Cabriolé em execução percussiva com baldes e latas de lixo.

Numa referência ao lixo em latim (lix, significado de cinzas), Relix é Recusar, Repensar, Reciclar, Reduzir e Reutilizar o lixo. Ressignificar transformando o conceito de lixo por meio da arte, relíquias. Para provocar mudanças de comportamento que conduzam a resultados mais eficientes e confirmem o estabelecimento da nova e necessária tendência ao lixo zero (ainda distante, mas é preciso começar). A cada performance cultural, com público formado por estudantes ou trabalhadores da indústria, se constrói uma nova consciência ambiental, na nossa casa, mas também na rua, trabalho, cidade.

“Não podemos esquecer nem por um dia, é um conteúdo que precisa ser instaurado como um hábito, autômato como beber água. Para eu sobreviver eu tenho que tomar tantos copos de água por dia, assim como para o planeta sobreviver todo mundo tem que estar junto nessa cadeia produtiva de diminuição de consumo, da logística reversa. Ao mesmo tempo em que reciclagem é reutilizar aquilo, é até muito generoso porque você vai descobrindo novas possibilidades para as coisas”, diz Lina Rosa, idealizadora do projeto, que assina também a criação e direção de projetos como Sesi Bonecos e o Fito – Festival Internacional de Teatro de Objetos, que já passaram por Maceió.

Até fevereiro de 2017, o Relix prevê uma intensa lista de atividades em todo o estado, envolvendo apresentações teatrais em escolas e indústrias, doação de lixeiras seletivas a escolas e de bicicletas coletoras a associações e cooperativas de catadores, exposição fotográfica, lançamento de história em quadrinhos, intervenções em espaços públicos e com o intuito de criar consciência da necessidade de não apenas reciclar o lixo, mas de evitá-lo o máximo possível. No dia 08 de janeiro, em pleno verão, acontece uma grande apoteose do projeto, com apresentações, passeios ciclísticos e entregas das Ciclolix na Orla de Maceió.

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