Atingindo grandes cifras, poker forma ricos no nordeste

A lista dos grandes ganhadores do poke

Redação

Atingindo grandes cifras, poker forma ricos no nordeste

Não são apenas modalidades tradicionais como futebol, basquete ou vôlei que mudam a vida dos nordestinos no esporte. O poker, esporte em plena ascensão no Brasil, também tem o poder de mudar o destino de muitos competidores. E no nordeste não faltam exemplos disso.

No Brasil, são várias opções para o competidor de poker disputar por grandes cifras. No início de abril, no Brazilian Series of Poker (BSOP), uma etapa foi disputada em Brasília — válida pela segunda do ano nesse torneio que é o equivalente ao Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o campeão foi Marcelo Horta, que levou o total de R$ 293 mil para a casa.

Horta não foi o único que teve uma grande premiação. Os oito primeiros colocados dessa etapa levaram pelo menos R$ 40 mil para a casa. Na quarta colocação esteve Felipe Morais, competidor de Paraíba (Santa Luzia), que conquistou R$ 136 mil.

Altas premiações como a do BSOP também são frequentes em circuitos na América do Sul — em que muitos brasileiros participam. Neste ano, por exemplo, o Latin American Poker Championship (LAPC) no Uruguai rendeu cerca de R$ 2 milhões garantidos e foi patrocinado pela empresa de poker online partypoker. Além disso, o evento foi disputado no luxuoso Enjoy Casino e Resort.

A lista dos grandes ganhadores do poker nordestino passa por Alagoas. No ano passado, o alagoano Henrique Lessa foi campeão de uma etapa do BSOP Millions e conquistou cerca de R$ 50 mil em premiação. Além dele, outro competidor de destaque do poker do Estado é Rogério Siqueira.

Em 2017, Siqueira foi o campeão da modalidade Omaha no circuito do World Series of Poker (WSOP) Argentina. Premiado em dólar, o título deu ao alagoano o total de R$ 35 mil (convertido para o real atual). Também no ano passado, o competidor de Arapiraca ganhou uma etapa do BSOP em São Paulo e ficou com R$ 14 mil.

Os currículos de premiação de Lessa e Siqueira são grandes, mas não se comparam ao de Bruno Foster, principal referência do poker nordestino. Representando Ceará, Foster tem uma carreira espetacular nesse esporte. De acordo com o site The Hendon Mob, o cearense já conquistou mais de R$ 4,8 milhões na carreira. Isso o coloca como sétimo brasileiro que mais arrecadou com a modalidade.

Além de muitas competições no Brasil, Foster também é regular nos circuitos internacionais. Com a profissão, ele já praticou esse esporte em países como Chile, Uruguai, Espanha, Estados Unidos, Austrália e outros.
Outro cearense de muito destaque no poker é Oderlândio Moura. Segundo o site The Hendon Mob, ele já conquistou R$ 985 mil em competições ao vivo na carreira — isso não conta torneios online.

Um dos grandes momentos da carreira de Oderlândio aconteceu no ano passado, quando conquistou uma etapa do WSOP Brazil (disputado em São Paulo). Ele ganhou R$ 65 mil e ficou à frente do irmão Odemílson, que ficou com o vice e levou R$ 43 mil.

Em 2016, Oderlândio venceu uma etapa do WSOP Circuit Brasil que lhe rendeu mais de R$ 800 mil. Na época, foi uma das maiores premiações do país.

Mais um cearense que esbanja grandes cifras no poker é Victor Teixeira. 2016 foi o grande ano para o competidor de Fortaleza. Além de ter conquistado uma etapa do Nordeste Poker Series e ter levado o prêmio de R$ 50 mil, o competidor disputou o BSOP Natal e ganhou a edição para arrematar R$ 263 mil.

Essas duas conquistas colocaram Teixeira no rol dos competidores brasileiros de maior lucro em 2016. Para o site The Hendon Mob, o cearense já embolsou cerca de R$ 420 mil praticando poker.

De Salvador, Ariel “Bahia” Celestino é uma referência. Para o The Hendon Mob, ele ultrapassa os R$ 4 milhões em premiações ao vivo — top 10 no ranking brasileiro. Já no Pocket Fives, especialista em ranquear os ganhos online, Ariel passa da casa dos R$ 15 milhões. Em 2015, ele ficou entre os primeiros do ranking brasileiro.

A excelente fase desses nordestinos inspira outros competidores. “A gente vê caras como Oderlândio, Bruno (Foster), Victor (Teixeira). Isso anima o pessoal do nordeste a correr atrás e brigar pelas primeiras colocações. Muita gente da nova geração encara o poker com plano de carreira e quer mudar a vida através desse esporte. Isso é muito bom para todo mundo envolvido”, diz o competidor sergipano Wilson Lima.

Cada vez mais consolidado no Brasil, o sucesso desses nordestinos traz otimismo para os competidores do nordeste. Com atletas como Foster, Oderlândio e Ariel, a expectativa é que eles engordem ainda mais os ganhos totais e se mantenham na parte de cima dos mais lucrativos do país nessa modalidade.

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