Com uma das maiores gincanas do país, escola de Maceió vira referência na integração de alunos

Ao longo de duas semanas, no horário do intervalo, o pátio da escola se transforma em uma grande arena na qual as duas equipes revezam participantes

Amais Imprensa / Aline Angeli

Com uma das maiores gincanas do país, escola de Maceió vira referência na integração de alunos

Como integrar alunos de séries diferentes, estimular o trabalho em equipe e desenvolver uma série de valores humanos sem cair no discurso tradicional? Foi com essa intenção que, há oito anos, a direção da Escola SEB Maceió decidiu promover sua primeira gincana escolar. “O resultado da atividade foi tão transformador e engajou tanto os alunos, que o projeto não tinha alternativa a não ser crescer”, conta o diretor, Fernando Leão. Hoje, além de ter virado o momento mais aguardado do calendário pelos estudantes do 6º ano do Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, a Ginka SEB de Maceió já se transformou numa das referências para todo o Grupo SEB, a maior rede de ensino privado do país. “É muito mais do que um momento de recreação, mas uma ferramenta pedagógica muito importante e que vem ganhando cada vez mais atenção no grupo”, conta Ítalo Gamba, coordenador de eventos do SEB Maceió.

Ao longo de duas semanas, no horário do intervalo, o pátio da escola se transforma em uma grande arena na qual as duas equipes – que em 2019 adotaram as cores vermelho e amarelo – revezam participantes dentre 1100 alunos de diferentes séries para cumprir uma sequência de mais de 30 provas. Entre os desafios estão dinâmicas de grupo muito utilizadas também no meio corporativo, que demandam habilidades como capacidade de organização, agilidade, equilíbrio, força e estratégia, além de provas filantrópicas, como arrecadação de alimentos (mais de 2 toneladas obtidas este ano, que serão encaminhadas a diversas instituições) e doação de sangue (80 bolsas). “Cada uma das atividades é pensada com o propósito de estimular valores diversos, numa dinâmica muito mais cooperativa do que competitiva”, conta Ítalo. “E, diferentemente do que ocorre nos Jogos Internos, engaja alunos com habilidades que vão muito além da prática esportiva, como dança e raciocínio lógico”, explica.

“Posso dizer, claramente, que há uma escola ‘antes’ e uma escola ‘depois’ da criação da Ginka”, diz Sandra Valéria, coordenadora. “Os laços de amizade e o espírito de cooperação promovem um sentimento forte de pertencimento, ganho que se reflete positivamente em toda a rotina escolar”, completa. Dyego Seabra, do 8º ano do Fundamental, é um dos entusiastas do evento: “Fiz tantas amizades, até com o pessoal do terceiro ano, que já me sentia vencedor mesmo que minha equipe não tivesse levado nada”, diz. Para muitos, esta será, sem dúvida, a lembrança que deixará mais saudade dos tempos de escola. “Desde o 6º ano, eu espero o ano inteiro por estes momentos”, conta Maria Eduarda Melo, do 3º ano, representante da equipe Amarela, vencedora desta edição. “Fico muito feliz por tudo o que aprendi ao longo destes anos nos quais participei ativamente da organização, convivendo com pessoas de ideias diferentes”, diz. “Sentirei muita falta.”

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