Morre Carrie Fisher, a Princesa Leia de 'Star Wars'

Eternizada pelo papel da Princesa Leia na franquia ‘Star Wars’, atriz enfrentou drogas, transtorno de bipolaridade e a vida pública desde a infância

Morre Carrie Fisher, a Princesa Leia de 'Star Wars'

A atriz americana Carrie Fisher morreu na tarde desta terça-feira, aos 60 anos, devido a complicações de um ataque cardíaco sofrido durante um voo entre Londres e Los Angeles, na sexta-feira à noite. Após ter recebido atendimento no avião, 15 minutos antes do pouso, a artista foi levada para o hospital UCLA Medical Center, na capital do estado da Califórnia.

Depois de um dia internada na unidade de tratamento intensivo, Carrie não resistiu aos danos causados pelo infarto.
Carrie Frances Fisher nasceu em Beverly Hills, na Califórnia, em 21 de outubro de 1956. Filha do cantor e apresentador Eddie Fisher e da atriz, cantora e dançarina Debbie Reynolds. Carrie estreou no show business em 1973, no espetáculo musical da Broadway “Irene”, estrelado por sua mãe.
Seu primeiro papel no cinema foi em “Shampoo”, de Hal Ashby, no qual atuou ao lado de nomes como Warren Beaty, Goldie Hawn e Julie Christie.

Dois anos mais tarde, a jovem atriz ganharia fama mundial com o papel de Princesa Leia em “Star Wars”, de George Lucas. Ela voltaria ao papel nas duas sequências da trilogia clássica, “O império contra-atava” (1980) e “O retorno de Jedi” (1983), e no episódio VII, “O despertar da Força” (2015).

ATRIZ E ESCRITORA
Leitura voraz durante a infância e a adolescência, Carrie estreou na literatura em 1987, com a publicação do romance “Postcards from the edge”, cuja adaptação para o cinema (“Lembranças de Hollywood”, no título brasileiro), dirigida por Mike Nichols e estrelado por Meryl Streep e Shirley McLane, foi escrita pela própria autora.
Como romancista, Carrie ainda lançaria mais quatro livros: “Surrender the pink” (1990), “Dellusions of grandma” (1993), “Hollywood moms” (2001) e “The best awful there is” (2004), todos inéditos no Brasil.

Ela também escreveu duas peças e três obras de não-ficção, incluindo”Memórias da Princesa: Os diários de Carrie Fisher” (editora BestSeller), livro que a artista divulgara em Londres na última semana, antes de pegar o voo no qual sofreria o fatal ataque cardíaco.
No início dos anos 1980, quando enfrentou problemas com álcool, drogas e depressão, a atriz teve um conturbado casamento relâmpago com o cantor e compositor Paul Simon, com quem ficaria menos de um ano. Anos antes, Carrie tivera um caso com Harrison Ford, seu companheiro de set em “Star Wars”. A relação seria confirmada pela estrela apenas em 2016, em seu livro de memórias.

ETERNA PRINCESA LEIA
Na mesma década, entre projetos menores e filmes para a televisão, ela contracenou no cinema com Tom Hanks e James Belushi — Carrie também trabalhou com seu irmão mais velho, John Belushi, em “Os irmãos cara de pau” (1980) — na comédia “O homem do sapato vermelho” (1985), de Stan Dragoti, e no drama “Hannah e suas irmãs” (1986), de Woody Allen.
Na memória coletiva de milhões de cinéfilos ao redor do mundo, no entanto, a atriz sempre seria lembrada como a heroína Princesa Leia de “Star Wars”.

Carrie, que se tornou sex symbol com o inesquecível biquini dourado de sua personagem mais famosa, em entrevista de 2015 para a “Good housekeeping”, disse que foi obrigada a emagrecer para atuar em “O despertar da Força” e reclamou do culto à beleza que impera em Hollywood: “Estou em um negócio onde a única coisa que importa é o peso e aparência. Isto é tão errado. Eles poderiam muito bem dizer para eu ficar mais jovem, porque falar esse tipo de coisa é fácil.”
Carrie Fischer deixa uma filha, Billie Catherine, fruto de seu casamento com o agente de talentos Bryan Lourd.

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