Lucinha Lins, Tânia Alves e Virgínia Rosa interpretam personagens da obra de Chico Buarque no espetáculo Palavra de Mulher que mescla teatro e música no Teatro Deodoro

Apresentações em Maceió acontecem nos dias 11 e 12/10.

Lucinha Lins, Tânia Alves e Virgínia Rosa interpretam personagens da obra de Chico Buarque no espetáculo Palavra de Mulher que mescla teatro e música no Teatro Deodoro

Comemorando dez anos do espetáculo, as atrizes e cantoras Lucinha Lins, Tânia Alves e Virgínia Rosa desembarcam em Maceió para apresentar Palavra de Mulher na quinta e sexta-feira, dias 11 e 12 de outubro, às 20h, no Teatro Deodoro, Centro de Maceió. O ingresso custa R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 a meia-entrada e está à venda na bilheteria do teatro, de terça a domingo, das 14h às 18h.

Com direção geral de Fernando Cardoso e direção musical de Ogair Junior, as cantoras/atrizes Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa interpretam personagens femininas da obra de Chico Buarque, mesclando teatro e música. Acompanhadas pelos músicos Ogair Júnior, Ramon Montagner e Robertinho Carvalho, essas três talentosas cantoras/atrizes trazem um repertório que inclui músicas como “À Flor da Pele”, “Teresinha”, “Meu Namorado”, “Palavra de Mulher”, “Bem-Querer”, “O Meu Amor”, “Folhetim”, “Atrás da Porta”, “Tango de Nancy”, “Tatuagem”, entre outras.

Num espetáculo que canta e encanta, faz rir e faz chorar, Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa emprestam corpo e voz a tantas outras mulheres para, num clima de cabaré, falar, através da música, de amores, dores de amores, esperança, solidão, encontros, desencontros, sedução, felicidade, força, abandono, liberdade, sonhos e conquistas.

Agora, uma década depois da primeira apresentação, Palavra de Mulher celebra a data com uma turnê pelo Norte e Nordeste do país. Até o momento, já estão confirmadas as cidades de Aracajú, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Recife, Salvador e São Luís, mas outras ainda poderão ser incluídas.

Palavra de Mulher conquistou a crítica. Em 2014, foi indicado em quatro categorias ao Prêmio Bibi Ferreira e arrebatou o público por onde passou, não foram poucos os palcos em que foi apresentado. Ao longo desses anos todos, o espetáculo foi visto por mais de 200 mil pessoas em mais de 50 cidades país afora, as principais delas: Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Natal, Rio de Janeiro (uma temporada), São Paulo (duas temporadas), Uberaba, Uberlândia e Vitória.

Sobre as cantoras/atrizes:

Lucinha Lins nasceu e cresceu no Rio de Janeiro. Na adolescência, formou com um grupo de amigos o MAU (Movimento Artístico Universitário) e começou a cantar. No início dos anos 1970, já casada com Ivan Lins, participou dos shows do músico como vocalista e percussionista. Ao mesmo tempo, cantou em festivais, começou a gravar jingles e depois comerciais de televisão. Nos anos 1980, venceu o Festival MPB Shell 82 defendendo a música “Purpurina“, episódio que entrou para a história da MPB.

Pouco depois, estreou o musical Sempre, Sempre Mais – um enorme sucesso. Logo começaram os trabalhos na TV: foi uma das protagonistas da minissérie Rabo de Saia, que lhe valeu o prêmio APCA de Atriz Revelação. A seguir, vieram as novelas Roque Santeiro, O Salvador da Pátria, O Dono do Mundo, Despedida de Solteiro, Fera Ferida, Pupilas do Senhor Reitor, Perdidos de Amor, Chocolate com Pimenta, Vidas Opostas e Chamas da Vida, em que fez sua primeira vilã.

Seu talento para interpretar e cantar fez dos musicais – infantis ou não – uma marca em sua carreira teatral: Sapatinho de Cristal, Simbad de Bagdá, Caixa de Brinquedos, O Corsário do Rei, Splish-Splash, O Fantópera da Asma, Rosa – um Musical Brasileiro e Ópera do Malandro, pelo qual foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz. Em 2013, Lucinha Lins foi elogiadíssima por sua interpretação de Glória no Rock in Rio – O Musical que lhe valeu a indicação ao Prêmio Cesgranrio de Teatro 2013, na categoria Melhor Atriz.

No cinema, seus trabalhos incluem Os Saltimbancos Trapalhões, Atrapalhando a Suate, Amor Voraz, Villa-Lobos – Uma Vida de Paixão e Os 12 Trabalhos. Em 2002, Lucinha fez nova incursão pela música com o lançamento de seu primeiro CD Canção Brasileira e uma série de shows em que se apresentou ao lado do pianista Geraldo Flach e de cantoras como Virgínia Rosa e Célia.

Carioca da gema, Tania Alves nasceu e cresceu em Copacabana. Estudou acordeão e, com o pai, aprendeu a tocar violão e cantar muitos boleros – o que mais tarde rendeu bons frutos quando, a convite da Polygram, gravou seis discos com boleros clássicos e também versões “aboleradas” de outras canções no projeto Amores e Boleros.

Estudou música erudita, cantou em coral, tocou flauta, gravou cerca de 20 discos. O sucesso como cantora veio com a chula ”Amor de Matar”, do disco Dona de Mim, que fazia parte da trilha sonora da minissérie da Rede Globo, baseada na obra de Jorge Amado, Tenda dos Milagres.

O interesse por atuar veio quando cursava letras. Tanto que a carreira de atriz de Tania Alves andou sempre paralela à de cantora. Foram dezenas de peças, shows, novelas e filmes. Na TV Manchete, integrou o elenco de Pantanal, um marco da teledramaturgia nacional. Estrelou a primeira minissérie da Rede Globo, Maria Bonita e Lampião, que entrou para a história da televisão brasileira e marcou sua carreira. Também na Globo, atuou em Morte e Vida Severina, programa com músicas de Chico Buarque que conquistou o prêmio Emmy.

No cinema, recebeu o prêmio APCA de Melhor Atriz pelo filme O Olho Mágico do Amor e o Kikito de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado por Cabaré Mineiro. Outro sucesso foi Parahyba Mulher Macho, dirigido por Tizuka Yamasaki, em que contracenou com Cláudio Marzo, Walmor Chagas e José Dumont.

No teatro, ganhou o prêmio APCA de Atriz Revelação por Viva o Cordão Encarnado. Com Jonas Bloch, produziu, escreveu e dirigiu Dois Pontos, que conquistou o prêmio do SNT de Melhor Espetáculo do Ano. Foi indicada ao prêmio Mambembe de Melhor Atriz por O Fado e a Sina de Mateus e Catirina, dirigida por Cecil Thiré. Foi dirigida por Bibi Ferreira, por Miguel Falabella no grande sucesso Monólogos da Vagina, e dividiu o palco com Diogo Vilela em Ary Barroso – Do Começo ao Fim. Com Palavra de Mulher, foi indicada ao Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz.

Bisneta de índia e filha de mineiros, Virgínia Rosa nasceu e cresceu em São Paulo – mais exatamente no bairro da Casa Verde Alta, zona norte de São Paulo. Começou a cantar na década de 1980 como vocalista da banda Isca de Polícia, de Itamar Assumpção. Em meados da mesma década, tornou-se vocalista do grupo Mexe com Tudo, com o qual trabalhou por sete anos e excursionou para França e outros países da Europa.

No início dos anos 1990, começou carreira solo fazendo diversos shows. Seu primeiro CD, Batuque (1997) – com canções de Itamar Assumpção, Luiz Gonzaga, Lenine e Chico Science – lhe valeu a indicação de Cantora Revelação no Prêmio Sharp.

Em 2001, veio o segundo disco, com músicas de Thomas Roth, Chico César, Herbet Vianna, Gilberto Gil e Luiz Melodia: A Voz do Coração. Em 2006, lançou Samba a Dois, seu terceiro disco. Nele, cantou Cartola, Candeia e novos compositores como Luísa Maita e Tito Pinheiro. Homenageou o inesquecível Monsueto com Baita Negão, seu quarto CD, dando voz a várias de suas canções: “Eu Quero Essa Mulher Assim Mesmo”, “Me Deixa em Paz” e “A Fonte Secou”, para citar algumas.

Ao longo desses anos, Virgínia cantou forró, samba, choro, maxixe, jazz, reggae, carimbó, funk, blues, balada, baião, maracatu e até música erudita. Além dos shows que acompanharam os CDs, Virgínia subiu aos palcos inúmeras outras vezes. E, quando não estava só, esteve sempre muito bem acompanhada. Apresentou-se com a Jazz Sinfônica, de São Paulo, e com a Orquestra da Paraíba. Cantou com Zeca Baleiro, Marcos Sacramento, Ney Matogrosso, Ná Ozzetti, Lucinha Lins, Célia, Fernanda Porto, Fabiana Cozza, Lenine, Chico César e foi acompanhada por músicos como Geraldo Flach e Dino Barioni.

Parabenizou a cidade onde nasceu e cresceu cantando com Jair Rodrigues em frente ao Prédio do Banespa, marco da cidade, em Alguma Coisa Acontece no Meu Coração – show comemorativo dos 454 anos de São Paulo. Interpretou canções de Paulo Vanzolini, Cartola, Candeia, Clara Nunes e muitos outros. Na Batucada da Vida (com Célia e Lucinha Lins), Virgínia Rosa Canta Clara (em que homenageia Clara Nunes e que deu origem também a um especial de TV e um CD lançado pelo Sesc) e sua participação ao lado de Geraldo Flach na série A Mulher e o Piano – Uma História de Amor (2009) são apenas alguns de seus trabalhos. Em 2015, Virgínia fez sua estreia como atriz na TV na novela de Gilberto Braga, Babilônia, exibida na Rede Globo. Em 2017, voltou à telinha novela das 19 horas, Pega-Pega.

Serviço:

Espetáculo Palavra de Mulher com cantoras Lucinha Lins, Tânia Alves e Virgínia Rosa.

Quando – Dias 11 e 12 de outubro, às 20h.

Onde – Teatro Deodoro, Centro de Maceió.

Ingresso – R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 a meia-entrada e está à venda na bilheteria do teatro, de terça a domingo, das 14h às 18h.

Mais informações pelo telefone – (82) 3315-5656.

Publicidade

DEIXE O SEU COMENTÁRIO

Publicidade